Energia sustentável ou meio mundo "às escuras" ![]() 18/01/12, 17:33 Em pleno século XXI, cerca de 1,4 mil milhões de pessoas não têm ainda acesso a eletricidade ou a outras fontes de energia e vários milhões têm um acesso intermitente ou estão dependentes de recursos da "biomassa tradicional", como o carvão. Preocupada com esta realidade, mas também com as previsões da Agência Internacional de Energia, segundo a qual a produção de energia terá de aumentar 30% até 2030, para ser universal, a Assembleia Geral da ONU declarou 2012 Ano Internacional de Energia Sustentável para Todos. Consciencializar para a importância da eficiência energética e garantir um acesso sustentável e alargado aos recursos ligados ao setor, são os objetivos deste Ano, que se integra na iniciativa Sustainable Energy for All (SEFA), lançada por Ban Ki-moon com o compromisso de alcançar três grandes metas até 2030: assegurar um acesso universal a serviços modernos de energia; reduzir em 40% a intensidade energética global; e aumentar em 30% o uso de energias renováveis em todo o mundo. Note-se que a escassez de energia é responsável pela vida precária de grande parte da população, afetando comunidades inteiras em áreas tão básicas como a educação e a saúde. Só a exposição ao fumo gerado por fogões e lareiras tradicionais (os meios mais utilizados no aquecimento e preparação de alimentos por cerca de 3 mil milhões de pessoas, nos países em desenvolvimento) é responsável, anualmente, por dois milhões de mortes prematuras. Para combater esta situação, a Global Alliance for Clean Cookstoves, liderada pela UN Foundation, promove o uso de fogões e fontes de energia limpas, através do desenvolvimento de uma indústria com soluções eficientes, que deverá chegar a cem milhões de famílias até 2020, segundo o objetivo ‘100 by 20' - traçado em consonância com as prioridades da SEFA. Resta dizer que, à eterna má distribuição de recursos, se soma, hoje em dia, o consumo energético desenfreado dos países emergentes (com destaque para a China), pelo que o grande desafio deste Ano - definir uma estratégia global para o setor que promova uma mudança efetiva - não pode deixar de ser alcançado, sob pena de deixarmos meio mundo "às escuras". ![]() ![]() |