Fundação Vodafone ajuda crianças com epilepsia ![]() 09/02/10, 01:52 O Sistema de Monitorização Remota de Epilepsia Pediátrica, desenvolvido pelos neurologistas e pediatras do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (CHLO) e pela Fundação Vodafone Portugal, possibilita que os médicos observem os exames (vídeo-EEG ou vídeo electroencefalograma) num computador ou PDA, à distância e a qualquer momento, mesmo fora do ambiente hospitalar. Deste modo, a análise dos exames pode ser feita em mobilidade, a partir de qualquer ponto do país ou do estrangeiro e interagindo com o sistema, graças à aplicação informática desenvolvida para o efeito. Tal é possível com o recurso às comunicações móveis e à implementação de uma aplicação informática específica. A rapidez deste novo processo de análise dos traçados e das crises, pelo médico electroencefalografista, permite uma tomada de decisão mais fundamentada e precoce, melhorando as condições de diagnóstico e reduzindo o tempo necessário de permanência da criança, aumentando, portanto, o seu próprio conforto. De igual modo, os recursos físicos afectos (sala de observação, equipamentos de monitorização, etc), têm uma maior taxa de ocupação, dado que é possível encurtar a duração da monitorização. De facto, as primeiras utilizações deste novo sistema têm mostrado que é possível aumentar a utilização daqueles recursos em cerca de 50%. Por outro lado, contribui para que muitos doentes sejam assistidos em território nacional, sem terem que se deslocar ao estrangeiro, como acontecia com frequência anteriormente ao aparecimento deste sistema. Desta forma, é possível propor um maior número de doentes para intervenção cirúrgica, sobretudo crianças mais novas. A intervenção precoce é muito importante já que permite minimizar os riscos, para o desenvolvimento psicomotor, de uma epilepsia não controlada ou do uso prolongado de medicações anti-epilépticas. Além disso, este sistema não obriga à imobilização das crianças na cama hospitalar durante os períodos de internamento graças ao uso de comunicações sem fios. Até agora, esses exames eram geralmente realizados e transmitidos por um sistema de eléctrodos acoplados à cabeça dos doentes e ligados por um sistema fixo de cabos, para transmissão do sinal EEG. Este projecto resultou de uma parceria entre o CHLO e a Fundação Vodafone Portugal que desenvolveu a plataforma informática e o sistema de comunicações móveis e garantiu, também, todos os custos financeiros envolvidos na aquisição dos equipamentos, assim como o funcionamento do sistema durante um ano.De momento, está em funcionamento no Hospital de S. Francisco Xavier, unidade do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, envolvendo os pediatras desta unidade e dos neurologistas do Hospital de Egas Moniz. ![]() ![]() |