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ISCTE lança centro de conhecimento para a sustentabilidade

18/01/12, 17:08
OJE

Antecipar tendências e fornecer um conjunto de conhecimento e ferramentas aos alunos com vista à criação de uma nova vaga de gestores e economistas com uma visão abrangente do ecossistema económico, social e ambiental, são os grandes objetivos do recém-criado Centro de Conhecimento para a Sustentabilidade (Sustainability Knowledge Centre - SKC) pela escola de gestão do ISCTE.
 
Para além de uma newsletter mensal, o SKC pretende, em 2012, organizar uma conferência sobre as conclusões e consequências da conferência Rio+20, lançar um livro sobre Sustentabilidade, que servirá de base bibliográfica às cadeiras lecionadas no ISCTE e INDEG, desenvolver cursos para executivos e mestrados em Sustentabilidade e ainda cursos à medida das necessidades dos alunos e das empresas.

Como refere António Gomes Mota, presidente da ISCTE Business School (IBS), "atendendo à importância crescente dos temas da Sustentabilidade, que cada vez mais estão associados à estratégia de negócio das empresas, o ISCTE e a IBS têm vindo a incorporar a Sustentabilidade nos programas académicos do MScBA, do Energy MBA, tendo também vindo a desenvolver, nos últimos dois anos, cursos específicos sobre Sustentabilidade Empresarial". E, dado que a crise atual colocou em evidência a necessidade que existe da economia de mercado ser capaz de incorporar, nas suas ações presentes, comportamentos que minimizem os efeitos negativos a longo prazo, o presidente alerta para a necessidade de "educar os futuros gestores e economistas neste sentido e desafiar o conhecimento sólido já existente com os novos pensamentos sistémicos e interdisciplinares que começam a ganhar alguma solidez científica".

Nesse sentido, e de forma a antecipar os desafios futuros, o Sustainability Knowledge Center pretende liderar o pensamento de Portugal sobre estes temas e contribuir, desta forma, para a criação de uma economia de mercado onde o ambiente e os aspetos sociais são valorizados pelos vários stakeholders. Alertando para o trabalho que está já a ser preparado pela União Europeia no que respeita à criação de um PIB Verde - que inclui os aspetos ambientais e sociais e deverá entrar em vigor até 2020, António Gomes Mota alerta para que empresas, autarquias e estados se consciencializem da necessidade de saber valorizar o seu impacto na biodiversidade, pois esta realidade "implica a necessidade de se ter novos métodos de contabilização, novas definições de lucro e novas classificações de investimento".

O presidente da IBS chama igualmente a atenção para a nova política de Responsabilidade Social Corporativa (RSC) publicada pela União Europeia e que inclui oito áreas de intervenção por excelência. Destas, e de acordo com a visão de Gomes Mota, as mais urgentes são a integração da RSC na educação, formação e investigação e o requisito de todos os fundos de investimento e instituições financeiras divulgarem aos vários stakeholders os seus critérios éticos, ambientais e sociais nos investimentos e empréstimos realizados. "As oito áreas de intervenção vão implicar um aumento da pressão sobre o mercado ao nível da aplicabilidade dos temas da sustentabilidade", afirma o Presidente da IBS. E, por isso, é necessário que as empresas as antecipem.
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