ONU divulga grandes prioridades globais para 2012 ![]() 18/01/12, 16:35 Para marcar o seu segundo mandato como secretário-geral das Nações Unidas, que teve início a 1 de janeiro de 2012, Ban Ki-moon partilhou publicamente as grandes prioridades definidas pela ONU para o urgente e necessário desenvolvimento sustentável do planeta: alterações climáticas, igualdade para as mulheres, segurança mundial, resposta às mais complexas crises humanitárias, desarmamento e não proliferação de armas nucleares. E, como afirma, "agora, mais do que nunca, é necessário analisar os principais ‘detonadores' de instabilidade e equacionar um caminho mais sustentável para o crescimento e prosperidade de todos ao longo do século XXI". Enfatizando que as alterações climáticas afetam tanto a saúde da economia mundial como a dos próprios cidadãos, sem esquecer a segurança energética e internacional, o secretário-geral da ONU alerta para o facto de estas "constituírem um desafio global que exige uma solução igualmente global". Apesar das várias cimeiras sobre a temática - de Copenhaga, a Cancún ou a Durban - a necessidade de se operacionalizar estratégias para ajudar os países a moverem-se para economias de baixo carbono mantém-se uma prioridade de difícil resolução. Daí a promessa de Ban Ki-moon de se manter atento e em contacto permanente não só com a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, como também com os líderes mundiais, na tentativa de assegurar que esta temática permanece como prioridade nas suas agendas. Já no que respeita às mulheres, Ban Ki-moon afirma estar na hora de garantir que a comunidade internacional está unida no progresso dos direitos das mulheres, não só porque é uma questão moralmente correcta, mas também por que é particularmente sensata. "O mundo só atingirá o seu potencial total - seja no que respeita às alterações climáticas, ao desenvolvimento ou à paz - quando as mulheres alcançarem um empoderamento total". Ban Ki-moon recordou ainda a criação, em 2011, de uma entidade pela ONU - a UN Women - cujo elemento crítico a favor da igualdade de género é lutar contra a violência contra as mulheres e acabar com a cultura do silêncio que apenas serve para proteger os seus perpetradores. Menção ainda para a campanha "UNITE to End Violence against Women", que o secretário-geral lançou para disseminar a mensagem. Já em termos de segurança mundial, Ban Ki-Moon chama particular atenção para os inúmeros conflitos que continuam a grassar um pouco por todo o mundo. O Sudão continua a ser palco de inúmeras atrocidades e, no Darfur, a operação conjunta de manutenção da paz entre a União Africana e as Nações Unidas continua a trabalhar arduamente para reduzir a violência e o sofrimento no terreno, com vista a atingir uma solução diplomática que assegure a tão desejada paz duradoura. Já os conflitos no Norte de África e no Médio Oriente continuam a merecer especial atenção por parte das Nações Unidas como uma oportunidade única para apoiar as aspirações populares para a transição democrática no mundo árabe. Esta transição, todavia, continua a inspirar cuidados por parte da comunidade mundial, o mesmo acontecendo com o eterno conflito entre israelitas e palestinianos. As Nações Unidas permanecem também comprometidas em minorar o sofrimento das vítimas dos desastres humanitários que tiveram lugar nos últimos dois anos - desde o terramoto no Haiti até às cheias que devastaram grande parte do território paquistanês - com particular atenção também para a fome no Corno de África e para a crise, muito pouco noticiada, que assola a República Democrática do Congo. Por último, Ban Ki-moon assume como compromisso pessoal a desnuclearização da Península Coreana, a situação particular no Irão e a necessidade urgente de fazer do Médio Oriente uma zona livre de ameaças nucleares. Recordando o acidente na central de Fukushima, o secretário-geral afirma estar a negociar com os governos uma cooperação estreita com organizações internacionais com vista a que sejam tomadas medidas concretas para aumentar a segurança nuclear. ![]() ![]() |