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Montepio
Economias emergentes fortes mas expostas ao exterior

30/01/12, 20:08

O ano passado provou ser um período excepcionalmente volátil para os mercados emergentes e o que agora começa não parece querer oferecer grande descanso aos investidores. As discussões políticas parecem dominar os acontecimentos, mais até do que a evolução económica subjacente e, em geral, os mercados emergentes deverão continuar sensíveis a choques exógenos, sobretudo aos acontecimentos mais relevantes na Zona Euro.

No entanto, do ponto de vista fundamental as economias emergentes continuam fortes e os seus mercados de capitais já descontam uma boa parte das eventuais más notícias. Mais importante ainda é que a tendência estrutural de crescimento e valorização das economias e dos mercados emergentes nos parece estar intacta e, neste sentido, entendemos que qualquer queda associada a acontecimentos exógenos poderá ser potencialmente geradora de oportunidades de compra. Mais além, a actividade económica global continua sujeita a grandes incertezas. Apesar de a Europa estar a tentar dar passos na direção de uma maior integração fiscal, ainda pouco se fez para resolver as questões relacionadas com a solvência de países e instituições.
A debilidade da economia da região tem estado bem patente tanto nos índices de gestores de compras (PMI) como também na evolução do mercado de crédito, que mostra sinais de contração. Apesar de tudo, as medidas de emergência adotadas pelo Banco Central Europeu, que incluíram um reforço considerável dos leilões de liquidez, têm ajudado a estabilizar a situação.
Ainda assim, nada se tem feito de concreto para estimular o crescimento no velho continente, o que levou alguns analistas a concluir que a situação se tem de deteriorar ainda mais para que os decisores sejam pressionados a tomar as medidas necessárias. Os economistas da Schroders prevêem uma recessão na zona euro, com uma queda de menos 1.8% do PIB.
Esta recessão terá certamente efeitos na economia global, que prevemos venha a crescer 1.9% em 2012. A informação económica que vai sendo conhecida sobre os EUA aponta para uma melhoria das condições, mas as previsões são, mesmo assim, de um crescimento de apenas 1.7%.

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