| true- Quinta-Feira 24 Maio de 2012
Informação financeira da Euronext, disponibilizada por
Comstock
- A Division of Interactive Data Corporation.
 30/01/12, 20:02
Janeiro é conhecido, por muitos, como o mês das intenções. A intenção de alterar velhos hábitos como fumar ou a intenção de adotar novos comportamentos como fazer dieta ou andar mais de transportes públicos. Mas, muitas vezes, as intenções não se concretizam. No entanto, na área financeira, e sobretudo na situação que vivemos, é preciso planear e concretizar o planeado. Assim, diria que é fundamental começar por definir os objetivos a médio e longo prazo, em conjunto com todos os elementos da família, por forma a que se vinculem e contribuam para o cumprimento dos mesmos. Trata-se de uma tarefa, a concretizar no início do ano, que pode parecer árdua, mas que apenas requer algum tempo e dedicação da família, tudo em prol da estabilidade financeira. Neste documento devem ser contabilizadas não só as despesas correntes, como as esporádicas, assim como os rendimentos fixos e os ocasionais. Assim, e porque este ano o Orçamento do Estado acarreta diversas implicações na carteira do contribuinte, é importante fazer o planeamento com base nos novos ganhos e nos novos gastos. Vou lembrar alguns pontos que são fundamentais para este novo mapa orçamental. Do lado da receita, e se é funcionário público e ganha mais do que 1100 euros, sabe já que os subsídios de natal e de férias serão cortados. S e trabalha no setor privado sabe já que a contenção salarial é esperada, havendo também uma redução das horas extraordinárias. Estes são aspetos que não podem ser esquecidos quando fizer o seu planeamento anual. No entanto, e porque nem tudo são más notícias, os depósitos a prazo estão com juros muito atrativos. Se tem algum dinheiro para investir, analise as várias opções disponíveis no mercado e veja quanto pode ganhar, aumentando os seus rendimentos. Do lado da despesa existem muitas novidades que não podem ser ignoradas, nomeadamente, o aumento das taxas moderadoras na saúde, a redução nas deduções em sede de IRS de despesas com saúde e educação, sendo que em algumas rubricas foram impostos tetos máximos. A par das subidas do IVA em diversos bens alimentares, com impacto direto na conta do supermercado, assim como nas atividades culturais, existe também o aumento da fatura da eletricidade que é incontornável. Para quem tem automóvel, não só tem de contar com os valores dos combustíveis - que têm apresentado subidas nos últimos tempos -, mas também com os aumentos do Imposto Único de Circulação e o agravamento do Imposto Sobre Veículos. E, se passa regularmente por estradas que são agora portajadas, contabilize também esses gastos para perceber o real impacto no seu orçamento.
Até aqui referi as despesas correntes, mas há algumas que consomem uma fatia considerável do orçamento e que acontecem, grande parte das vezes, uma vez por ano. Estou a referir-me, por exemplo, aos seguros, às férias, ao regresso às aulas, às revisões automóveis e aos gastos com o Natal. Todos estes gastos têm de ser considerados no orçamento anual, de forma a serem repartidos pelos vários meses para que, quando chegue a altura de efetuar o pagamento, a despesa seja recebida sem grandes oscilações do ponto de vista financeiro. Para uma gestão financeira eficaz, este planeamento deve ser refletido em cada um dos orçamentos mensais, de forma a que as oscilações mensais não abalem a estabilidade financeira familiar. Susana Albuquerque, Secretária-Geral da ASFAC e autora de "Independência Financeira para Mulheres" susana@susanaalbuquerque.com
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