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Montepio
Janeiro, mês do planeamento

30/01/12, 20:02

Janeiro é conhecido, por muitos, como o mês das intenções. A intenção de alterar velhos hábitos como fumar ou a intenção de adotar novos comportamentos como fazer dieta ou andar mais de transportes públicos. Mas, muitas vezes, as intenções não se concretizam. No entanto, na área financeira, e sobretudo na situação que vivemos, é preciso planear e concretizar o planeado.

Assim, diria que é fundamental começar por definir os objetivos a médio e longo prazo, em conjunto com todos os elementos da família, por forma a que se vinculem e contribuam para o cumprimento dos mesmos.
Trata-se de uma tarefa, a concretizar no início do ano, que pode parecer árdua, mas que apenas requer algum tempo e dedicação da família, tudo em prol da estabilidade financeira. Neste documento devem ser contabilizadas não só as despesas correntes, como as esporádicas, assim como os rendimentos fixos e os ocasionais.
Assim, e porque este ano o Orçamento do Estado acarreta diversas implicações na carteira do contribuinte, é importante fazer o planeamento com base nos novos ganhos e nos novos gastos. Vou lembrar alguns pontos que são fundamentais para este novo mapa orçamental. Do lado da receita, e se é funcionário público e ganha mais do que 1100 euros, sabe já que os subsídios de natal e de férias serão cortados. S
e trabalha no setor privado sabe já que a contenção salarial é esperada, havendo também uma redução das horas extraordinárias. Estes são aspetos que não podem ser esquecidos quando fizer o seu planeamento anual. No entanto, e porque nem tudo são más notícias, os depósitos a prazo estão com juros muito atrativos. Se tem algum dinheiro para investir, analise as várias opções disponíveis no mercado e veja quanto pode ganhar, aumentando os seus rendimentos.
Do lado da despesa existem muitas novidades que não podem ser ignoradas, nomeadamente, o aumento das taxas moderadoras na saúde, a redução nas deduções em sede de IRS de despesas com saúde e educação, sendo que em algumas rubricas foram impostos tetos máximos. A par das subidas do IVA em diversos bens alimentares, com impacto direto na conta do supermercado, assim como nas atividades culturais, existe também o aumento da fatura da eletricidade que é incontornável.
Para quem tem automóvel, não só tem de contar com os valores dos combustíveis - que têm apresentado subidas nos últimos tempos -, mas também com os aumentos do Imposto Único de Circulação e o agravamento do Imposto Sobre Veículos. E, se passa regularmente por estradas que são agora portajadas, contabilize também esses gastos para perceber o real impacto no seu orçamento.

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