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Montepio
Os riscos inerentes ao crédito. Previna-se contra o aumento das taxas de juro

26/04/10, 20:24

Quando se aborda com particulares o risco inerente às acções e/ou obrigações (títulos de crédito a Estados e títulos de propriedade de empresas) é evidente que a palavra "risco" é associada às acções, parecendo o crédito, em geral, ausente de riscos.
Tal deve-se fundamentalmente a dois factores:
  • As acções têm habitualmente uma forte volatilidade, isto é, oscilações diárias, semanais e por vezes mensais. Logo só no longo prazo (mais de 3 a 5 anos) se pode constatar a sua rentabilidade, bem superior às obrigações.
  • As obrigações, cujo mercado é de muito maior dimensão que o mercado de acções evoluem com menores oscilações e beneficiam da garantia de reembolso dos Estados.
Apesar desta "aparente tranquilidade" oferecida pelos empréstimos obrigacionistas, tem sido o risco de crédito que nos últimos tempos tem provocado crises e enormes preocupações quanto às capacidades de reembolso dos seus beneficiários:
  • Particulares quanto aos empréstimos hipotecários americanos.
  • Empresas no que respeita á sua capacidade de reembolso de dúvidas em períodos de crise
  • Bancos, afectados pela desvalorização dos títulos de crédito em carteira.
  • E, finalmente, os credores de melhor "rating", os Estados, cuja capacidade de reembolso parece indiscutível dado o seu "poder soberano" de criarem receitas por via dos impostos.
Pessoalmente, tenho mais facilidade em analisar o risco das acções do que em gerir o risco obrigacionista.
Então como apreciar hoje os riscos inerentes ao crédito?
  • De lado dos particulares e mesmo das empresas que solicitaram créditos existe um enorme risco que é de 80% ou 90% dos portugueses terem um empréstimo hipotecário ou de empresas de longa duração em taxas variáveis.
Ora as taxas de juro, sobre os quais são indexados, estão em níveis próximos do zero, que são os mais baixos nos últimos 60anos. Só podem subir e tal dar-se-á, em princípio, a partir do 2º semestre ou o mais tardar em 2011. Com a consequência inevitável do aumento do custo das prestações dos empréstimos.
Assim, só há uma coisa a fazer e quanto antes :
Procurar converter empréstimos a taxas variáveis em empréstimos a taxas fixas. O que os bancos não gostam muito de fazer, mas se torna fundamental numa gestão das dívidas.
  • Resta abordar o problema do investimento em crédito (obrigações, seguro de vida e PPR).
A maioria destes investimentos, são feitos a taxas fixas, mesmo que crescentes (entre 1 e 3,5%).
Estas taxas crescentes antecipam precisamente a eventual, ou digo mesmo certa, subida das taxas de juro.
Ora quando as taxas subirem, os antigos empréstimos ou depósitos (que são empréstimos aos bancos) vão-se desvalorizar.
Assim a enorme tendência dos portugueses pelo investimento com rendimentos garantidos vai-se transformar em importante fonte de menor rendimento ou mesmo de menos-valias, se não puderem ou quizerem esperar pelo vencimento dos produtos de crédito.
Como fugir a este risco?
Evidentemente procurando emprestar a taxas variáveis ou ainda melhor investir em carteiras ou fundos de acções.
Uma última conclusão: As arbitragens acima referidas, se normais numa gestão profissional, não são acessíveis à maioria dos aforradores a quem falta a optimização do "timing" certo para as fazerem.
Mas um produto como uma carteira mista acções /obrigações como um PPR gerido por um profissional, proporciona não só este serviço de gestão como consegue obter rentabilidades que nos últimos doze meses atingem valores superiores a 20%.
Tem de procurar tais profissionais e confiar-lhes a gestão da sua poupança. E não "comprar produtos"

 

 
José Santos Teixeira, Chairman da Optimize Investment Partners

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