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Montepio
Temas para 2012

30/01/12, 19:59

Quais são os riscos e oportunidades que se perfilam no horizonte dos investidores em 2012? Apresentamos neste artigo os temas que consideramos serem mais relevantes para acompanhar os mercados financeiros neste ano.

1. Irá o euro sobreviver no atual formato? A evolução da crise da dívida soberana na Zona Euro (que entrará no 3º ano), e em particular a gestão política da mesma, irá condicionar de forma determinante o desempenho dos mercados financeiros globais em 2012. Os políticos europeus deverão continuar a apresentar medidas pontuais para conter a crise, evitando a desintegração do euro, mas sem uma solução sistémica e definitiva. O Banco Central Europeu (BCE) é cada vez mais visto como tendo o papel central na evolução da crise, estando a ser pressionado para fazer uso da bazuca que acalmaria de forma significativa os mercados: a compra ilimitada de obrigações de qualquer Estado Membro, sendo o seu credor de último recurso. Para já, o BCE tem contribuído decisivamente para acalmar os ânimos dos investidores, ao reduzir a sua taxa de referência e sobretudo ao aumentar a liquidez do sistema bancário.
2. Recessão na Zona Euro, mas não nos EUA
Os cortes orçamentais estimados em pelo menos 150 mil milhões de euros deverão retirar cerca de 1 ponto percentual ao crescimento da Zona Euro em 2012, tornando quase inevitável que a região entre em recessão económica: tanto o Banco Mundial como o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziram em forte baixa as suas estimativas, prevendo que a economia da Zona Euro possa contrair 0,3% a 0,5% este ano. Já os EUA deverão escapar à recessão em 2012, devido ao menor "aperto" orçamental. Contudo, as eleições presidenciais a 6 de novembro serão um fator de incerteza, face à crescente divisão partidária e ideológica entre republicanos e democratas.
3. Poderá a China travar a fundo no Ano do Dragão?
A China está em plena fase de reajustamento do seu modelo económico: no âmbito do plano quinquenal 2011-2015, o ritmo de crescimento anual deverá abrandar de cerca de 11% para 7%, com um menor enfoque nas exportações e no investimento e uma forte aposta no aumento do consumo interno. Contudo, o combate à inflação ao longo do último ano levou a "locomotiva" chinesa a abrandar mais do que o que seria desejado pelas autoridades. A principal preocupação dos investidores centra-se no possível colapso do mercado imobiliário e nos seus efeitos no sistema bancário. As autoridades estão a responder com um corte no rácio de reservas bancárias (aumentando a liquidez do sistema), podendo igualmente procurar travar a apreciação do yuan face ao dólar.

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