A volatilidade vai dominar os mercados ![]() ![]() 21/02/11, 19:09 Alberto Medrán, director geral ibérico da corretora XTB. Considera que a volatilidade dos mercados é uma aposta para os investidores e diz que os portugueses preferem o mercado Forex. Nas acções é possível que entre na intermediação directa ainda este ano. Como correu à XTB os primeiros três meses de actividade em Portugal? O período ainda é muito curto, mas o primeiro "feed-back" é muito positivo. Devo referir que considero os investidores portugueses mais profissionais no sentido de que têm mais experiência e operam há mais tempo com instrumentos OTC. Em síntese direi que estes investidores são pró-activos, não só porque utilizam novos instrumentos à sua disposição, mas também pelos comentários que vão sendo postados nos fóruns e que denotam interesse e conhecimento. Quais são os objectivos para 2011? Temos como objectivo de médio prazo chegar aos 1800/ 2 mil clientes. Acredito que para o mercado português seja um objectivo razoável. Quais os instrumentos financeiros preferidos pelos investidores portugueses? É o Forex, os CFD ou outros? Nitidamente é o mercado cambial, até porque estão bastante familiarizados com este instrumento. E qual o "cross" mais popular? É o euro/dólar, e isto porque é também o mais líquido. Pessoalmente considero que é dos instrumentos mais complexos, pois está sujeito a grandes variações de mercado. No entanto, para os iniciados existem outros "crosses" que serão mais fáceis de seguir e cujas tendências serão mais perceptíveis, caso da libra e do iene. Dito isto, a verdade é que o instrumento mais popular é o euro/dólar, algo que se aplica não só aos portugueses, mas também aos espanhóis. Atrevo-me a afirmar que cerca de 60% dos negócios dos vários escritórios têm por base a negociação do euro/dólar. Com estão a correr os investimentos directos em acções? Estamos a oferecer um instrumento alternativo, pois consideramos que na actual situação de mercado será mais atractivo quer as próprias acções, pois é possível as operações de alavancagem e ainda porque é possível as compras "short", algo que, como sabe, as acções não permitem. As comissões são muito competitivas, funcionando mesmo no "intraday". Aparte estes instrumentos temos como objectivo a aposta na intermediação do negócio de acções. É um objectivo para este ano? É possível que sim, pois estamos a trabalhar nesse sentido para termos mais este oferta competitiva. Que interesse poderão ter os clientes da XTB nas nos investimentos em matérias-primas? É uma temática mais complexa para eles. Os investidores têm sobre elas um conhecimento menor do mercado, menos informação e, por isso, a XTB tenta fornecer aos investidores portugueses e a todas a nível internacional muita informação sobre vários instrumentos, incluindo matérias-primas. Publicamos muita informação sobre ouro, petróleo, prata, paladium, cobre, soja, açúcar e tentamos dar uma visão mais ampla aos investidores, e não apenas centradas no ouro e petróleo que são os dois activos mais populares. Esta atitude reflecte o compromisso que temos com os investidores e com a carteira dos nosso clientes, que é dar-lhes informação com valor acrescentado, pois esta é também uma forma de trazer clientes. Consideramos esta informação relevante e é uma forma diferenciadora que temos de actuar face a outros operadores de mercado. O próximo ano será difícil, nomeadamente a nível de dívida soberana para os PIIGS, mas também pode ser uma oportunidade de investimento? Será, sem dúvida, uma oportunidade. E isso porque a volatilidade vai manter-se nos mercados. Considero que há diferentes argumentos que suportam esta hipótese. ![]() ![]() |