PUB
Faça do OJE a sua homepage
Montepio
Diogo Serras Lopes: "Este é o cenário em que os investidores devem reforçar a diversificação"

20/12/11, 19:50
Por Vítor Norinha/OJE

No actual contexto de grande volatilidade e incerteza nos mercados, Diogo Serras Lopes, director de Investimentos do banco Best, recomenda a diversificação dos portefólios. O objectivo é evitar a exposição a apenas um ou a dois riscos. A tendência emocional de ter apenas um instrumento financeiro é um erro no actual cenário. Diz ainda que a Zona Euro, numa perspectiva de longo prazo, terá de optar por uma maior integração das políticas fiscais e das balanças comerciais e de pagamentos.


O ambiente gerado pós cimeira europeia de 9 de Dezembro levou a quedas fortes no mercado accionista. O que está na mente dos investidores? O aumento sentido na aversão ao risco - materializado através de quedas nos mercados accionistas - parece ter a ver essencialmente com o arrastar da crise europeia, e os receios que este impasse leve a um pior ambiente em termos macroeconómicos, em especial na Zona Euro. De facto, nesta altura o consenso das estimativas de crescimento económico para o ano de 2012 na UEM aproxima-se do zero, com várias casas a estimar mesmo um cenário recessivo, devido à aplicação simultânea de políticas fiscais restritivas em todos os países.

O que é que os investidores/mercados esperam dos decisores políticos europeus?
Desde o início da crise, a resposta europeia tem sido, por um lado, muito mais reactiva do que proactiva e, por outro lado, tem existido uma tendência para adiar a resolução dos problemas. A desunião sentida, com várias vozes dissonantes, contribui para a noção de que a UEM está mais próxima de uma soma de nações, do que um verdadeiro projecto de integração europeia.

Uma solução de longo prazo tem de ter em conta a criação de mecanismos de correcção dos desequilíbrios macroeconómicos que se foram acumulando com o fim das taxas de câmbio. Esses desequilíbrios passarão, provavelmente, por uma maior integração económica, não apenas das políticas fiscais, mas também das balanças comerciais e de pagamentos dentro da UEM.

No entanto, a viabilidade de uma solução de longo prazo implica que os problemas de curto prazo sejam resolvidos. As tensões sentidas no sistema financeiro europeu foram, de alguma forma, acalmadas com as decisões recentes do BCE, mas, de forma nenhuma desapareceram. Também o potencial impacto recessivo das medidas de controlo da política fiscal, por serem simultâneas em toda a Zona Euro, podem tornar contraproducente o esforço de redução de dívida/PIB. 

0 votos
Votar
pub
  • EUROPE
  • US
  • ASIA
PSI 20
Powered by
CAC 40
NOTICIAS
  • ÚLTIMAS
  • + LIDAS
  • DESTAQUES