| true- Quinta-Feira 24 Maio de 2012
Informação financeira da Euronext, disponibilizada por
Comstock
- A Division of Interactive Data Corporation.
 30/01/12, 19:56
Sarah C. Ross, é vice-presidente e Assistant Portfolio Manager & Investment Analyst, da Pictet. Fala dos fundo Pictet US Equity Growth Selection I. A visão da analista sobre o mercado norte-americano é muito positica. O fundo aposta em companhias com potencial de crescimento sustentado, suportadas por uma economia que está a recuperar lentamente, mas que se mostra resiliente a todos os dramas europeus. Por Vítor Norinha O que irá acontecer à economia dos EUA no corrente ano. É possível uma recessão ou um crescimento anémico? Pensamos ter o PIB a crescer entre 1 e 1,5%. Não esperamos nenhuma recessão, pelo contrário antecipamos um crescimento quer no emprego, quer no crédito às empresas, quer no crédito hipotecário. Todos os índices, caso da confiança dos empresários, da indústria de manufatura e outros, mostram sinais de crescimento. Sentimos que as empresas estão firmes, mas com alguns dúvidas, nomeadamente a queda ligeira das encomendas pela China, mas esperamos um arrefecimento ligeiro, mantendo-se o PIB a crescer. Este será um ano de grande volatilidade no marcado acionista norte-americano e europeu? A volatilidade no mercado irá continuar. Estamos perante um ambiente difícil para os investidores quando se tem tanta volatilidade, mas também se consegue boas oportunidades. O que se vê no mercado norte-americano é uma grande correlação entre os indicadores, o que pode potenciar oportunidades de valorizações, quando se tem companhias de alta qualidade, com empresas que apostam no crescimento, mas que não estão a cotar entre as melhores porque existe uma alta volatilidade e correlação, mas repito, podem constituir uma excelente oportunidade de longo prazo. A volatilidade é, em termos gerais, um espaço difícil para os investidores. Qual o impacto do desemprego no mercado dos EUA? Esperamos que o desemprego continue gradualmente a subir. Acreditamos que o mercado norte-americano consiga gerar postos de trabalho. Aliás, vejo sinais de melhoria nesse aspeto, mas estou preocupada com os sinais contrários na Europa, com o desemprego a aumentar. Na Europa a expetativa é de que poderá levar muito tempo até ao aparecimento de soluções nesta área. Também penso que a subida das taxas de juro na China possa a afetar o mercado do emprego em termos globais. Neste momento, consideramos que a China deverá refrear o crescimento previsto. Qual será o próximo passo da FED? O programa de quantitative easing irá continuar? Esperamos baixas taxas de juro durante um longo período de tempo. O impacto do programa de quantitative easing é algo que se revela ao longo do tempo. Pensamos que o programa poderá ter algum impacto, mas de pouco monta. Pensamos mesmo que não terá um impacto material relevante.
Como é que o seu fundo de ações pode ser uma boa alternativa na actual situação? Na Pictet temos por ambição focar os nossos produtos na qualidade, escolha de companhias com excelentes vantagens comparativas e focados em negócios que continuam a evidenciar bom comportamento, mesmo depois dos setores evidenciarem a desaceleração a que estão sujeitos. Quais são as principais características do seu fundo? Bom balanço, grandes marcas, bom crescimento e boa capacidade de enfrentar a concorrência. Estamos sempre preocupados e focados no crescimento de forma sustentável. Em que companhias está investida? Temos companhias como a Starbuks, Nike, Apple, Allergan, grandes marcas globais, com balanço adequado, elevadas margens, rentabilidade e verdadeiras oportunidades. Os investidores estão actualmente a procurar risco ou ativos defensivos no mercado acionista norte-americano? Pensamos sempre que haverá um ambiente de crescimento positivo. Estamos posicionados nesse tipo de estratégia, não acreditamos que venha a ocorrer um cenário de recessão, por isso não estamos numa postura defensiva. Procuramos os negócios que se desenvolvam bem num cenário de crescimento do PIB da ordem de 1 a 2% em termos anualizados. Não procuramos companhias com um potencial extraordinariamente elevado em termos de beta. Tentamos encontrar companhias com verdadeiros fundamentais que potenciem crescimento sustentado. Quais serão os principais drivers para o crescimento da economia dos EUA nestes dois anos? A grande preocupação que se está a verificar na economia norte-americana, vista em termos gerais, será o desemprego, vamos todos querer saber que progressos é que se conseguirão nessa matéria. Esperamos pequenos progressos. Os efeitos da crise europeia nos EUA são uma realidade, só que teremos de continuar e não ficar na expetativa. Por outro lado, a subida das taxas de juro na China irá afectar os negócios com os EUA. Por último, não acreditamos que das eleições que teremos se venham a verificar alterações de fundo na política. Quando Obama trocou com Bush aí sim, verificou-se uma grande alteração de política, e verificou-se alguma volatilidade antes do ato eleitoral. Relativamente às próximas eleições a maior preocupação respeita aos grandes grupos empresariais e a eventual alteração do modelo de taxação fiscal. Acredito que essa alteração, que decorrerá da próxima mudança política, afectará a generalidade das empresas de forma equitativa. Qual o interesse do mercado obrigacionista corporate nos EUA? Sentimos que a avaliação que é feita às obrigações de empresas continua tão atrativa como o estava há décadas, por isso preferimos as ações às obrigações privadas.
Que leitura faz do desenvolvimento da zona euro? Sentimos que haverá desenvolvimentos muito lentos para tentarem resolver as situações. As soluções vão requerer austeridade e mudanças. Pensamos que haverá um ambiente difícil para a zona euro em termos de capacidade de crescimento. Análise de Daniel Becker O co-gestor do fundo Pictet Equity Growth Selection, Daniel Becker, antecipa um crescimento abaixo do potencial da economia americana em 2012, mas afasta a hipótese de recessão. Os ventos contrários são fortes diz, e dá como exemplo, o desemprego elevado, o sentimento de risco generalizado e preocupações quanto à solução da crise da dívida soberana. No entanto, no seu conjunto, as empresas dos EUA continuam a ter balanços sólidos e níveis de rentabilidade elevados, o que potencia um crescimento dos investimentos. O nível de stocks está baixo e a maioria das operações de despedimento está feita. Isto significa que os ingredientes necessários para uma recessão profunda não estão presentes. No entanto, adianta o gestor, uma evolução à volta de 1% do crescimento do PIN não altera as perspetivas do fundo. Considera mesmo que os grandes títulos deveriam seguir, beneficiando da situação. Durante os primeiros nove meses de 2011 o fundo registou um ganho de 1,12%. A equipa de gestão está a "sobreponderar" os setores de consumo, considerando que as marcas fortes deverão ampliar a respetiva quota de mercado, e ainda o setor das tecnologias de informação, considerando um novo ciclo de produtos. Em contraste, estão a "subponderar" o setor da indústria de consumo doméstico e de consumo básico, tendo em conta a guerra concorrencial. Os gestores estão fora do setor bancário.
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