Os conflitos no Magrebe arrefeceram o interesse do mercado mundial no investimento em África, mas o continente não é apenas os países junto do Mediterrâneo e continua a ser um potentado em termos de desenvolvimento económico.
Na procura de novas geografias de investimento, a ESAF e o BPI, não se têm dado mal. Os primeiros com o Esaf África a revelar uma rendibilidade a 12 meses de 24,1%, segundo dados da Apfipp, e o BPI África com valores ainda superiores, 29,5% de rendibilidade a 12 meses. Os dois fundos já têm algumas dezenas de milhões de euros de investimentos naquela região e, embora vários analistas alertem para a alteração de opções de investidores de risco médio e risco elevado, de geografias difíceis para o potencial de mercados maduros que estão a recuperar, África continua a ser o continente onde está muito por fazer.
Aliás, os analistas estão a gerar maiores expectativas nas empresas europeias e norte-americanas que revelam grande exposição ao continente africano, o que significa que o investimento pode não ser directo nos poucos mercados de capitais que funcionam bem, mas pode o investimento ser feito nas empresas que estão muito expostas a países africanos, sobretudo nas áreas das infra-estruturas, medicina e química, mas também no consumo.
Recentres declarações de responsáveis que estão naqueles mercados deitam por terra a teoria de que perante conflitos explícitos e/ou latentes, o melhor é sair. Ainda há poucos dias, o CEO do BES, Ricardo Salgado, afirmava a propósito da Líbia, que o banco onde o grupo participa, o Aman Bank, está funcionar bem e recebe depósitos e paga cheques. O gestor defendia que o país e os investidores devem continuar a apostar no Norte de África.
Mas na África subsariana, os grandes investimentos mundiais continuam, tendo ainda em Fevereiro surgido a notícia de um investimento superior a mil milhões de euros por parte da De Beers para prolongar a vida actividade de uma mina de diamantes. A questão das matérias-primas é crucial para África.