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Montepio
Best / macro

25/01/10, 20:54

2009 terminou com ganhos elevados na generalidade dos activos financeiros que corrigiram parcialmente das perdas significativas e sincronizadas de 2008.
Olhando para trás, três momentos, praticamente simultâneos, terão sido decisivos para o rumo tomado pelos mercados financeiros. A 9 de Março o Citigroup, banco norte-americano, anunciou que o primeiro trimestre de 2009 tinha sido o mais proveitoso desde o final de 2007. Dez dias depois, a Reserva Federal norte-americana aplicou medidas expansionistas não convencionais (Quantitative Easing) e um pacote de medidas de estabilização do sistema financeiro. Duas semanas volvidas, o G20 comprometeu-se a aplicar medidas fiscais expansionistas sem precedentes. A partir daqui, a economia e os activos financeiros sentiram o efeito deste impulso. Tentando percepcionar os factores que poderão condicionar a performance dos activos financeiros e da economia em 2010, alguns pontos têm coincidido entre a generalidade dos analistas. Destacam-se: o possível aumento da inflação; os riscos sobre as Contas Públicas; a reacção da economia à retirada dos estímulos; a aplicação de nova regulação no sector financeiro; e a evolução das perdas nos balanços dos bancos.
Por outro lado, a liquidez que ainda existe disponível, a continuidade da retoma do crescimento global (economias emergentes em destaque) e os efeitos da política fiscal e monetária expansionista que se deverão prolongar durante este ano (em especial no primeiro semestre) podem continuar a ser um driver para 2010. Da mesma forma, a recuperação esperada pelo mercado dos resultados das empresas e do outlook económico deverá também ser outro factor de upside.
Assim, 2010 poderá ser um ano com performances nos activos de maior risco mais moderadas, em que a diversificação e selecção cuidada de investimentos deve ser efectuada pelos investidores de uma forma mais constante.  

 
Mercados

 
Depois de um início de 2009 negativo, as bolsas de acções foram alvo de uma das mais rápidas e significativas recuperações de que há memória. De facto, o índice MSCI World ganhou mais de 25%, depois de no final de Fevereiro ter estado a perder quase 20%.

 
Na Europa, no âmbito dos principais índices accionistas, o PSI20 foi o único que obteve uma valorização acima dos 30%, tendo acabado o ano a ganhar 33% com todos os títulos positivos. No último lugar ficou o BCP, que ganhou apenas 4%.

 
Nos EUA, o S&P500 e o Dow Jones Industrial Average tiveram uma performance semelhante aos índices europeus, mas o Nasdaq100 valorizou 54% em 2009. Ao nível dos sectores, as melhores performances pertenceram aos Materials e IT, enquanto Telecom e Utilities foram os sectores que menos se valorizaram.

 
Os mercados emergentes acabaram por se destacar da Europa e dos EUA, com uma valorização superior a 70% durante o mesmo período.

 
No mercado cambial, assistimos a uma tendência de subida no par EURUSD, a acompanhar a recuperação dos mercados accionistas, apesar da recuperação do dólar durante o mês de Dezembro.

 
Os preços do barril do petróleo também estiveram a acompanhar a subida dos mercados de acções, entre um mínimo perto dos $30/barril em Janeiro e um máximo nos $82 em Outubro, tendo estado mais estáveis nas últimas semanas em redor dos $75/barril. Com a mesma tendência esteve o Ouro (spot) que se destacou por ter atingido máximos históricos durante este ano nos $1215/onça.

 
Os primeiros dias de 2010 mostram alguma consolidação especialmente nos mercados de acções, com os investidores à espera da divulgação dos resultados das empresas relativos ao ano passado, bem como as expectativas que estas têm para o resto deste ano.

 
Direcção de Investimento do Banco Best
Comentário efectuado no dia 18 de Janeiro

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