Crescimento anémico no ocidente ![]() ![]() 26/09/11, 20:00 O mundo ocidental está a revelar um crescimento anémico. Christine Lagarde, a directora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), tem sido insistente no alerta do perigo de recessão. O FMI fez uma revisão em baixa das suas projecções para a economia mundial afirmando, no World Economic Outlook, que "os problemas estruturais que as economias desenvolvidas enfrentam mostraram-se mais resistentes do que o previsto e o processo de elaboração e implementação de reformas ainda mais complicado. Para este ano e para 2012, a economia mundial crescerá 4%, menos 0,3 e menos 0,5 pontos percentuais que a anterior projecção. Em contraste, refere-se no mesmo documento, as economias emergentes e em vias de desenvolvimento deverão conseguir um crescimento de 6% em 2012, um ritmo considerado "muito sólido". Uma notícia saída recentemente fala das grandes aquisições que a China está a fazer na Europa, replicando o que foi feito em África. Um documento do European Council on Foreign Relations, refere que a Europa não tem matérias-primas, mas tem tecnologia avançada, para além de necessitar de liquidez a curto prazo, algo que a China, em contraste, tem em abundância. O sector automóvel, logística, aeroportos e portos são investimento "core". Na Zona Euro, pelo contrário, as notícias são de recuo nas projecções de crescimento. No 3.º trimestre, a economia irá expandir 0,2% e subirá 0,1% no último trimestre deste ano, contra 0,4% de crescimento previstos em ambos os trimestres na avaliação anterior. Mesmo o Reino Unido viu a previsão cortada para este ano de 1,7% para 1,1%, enquanto para a totalidade da Zona Euro, a previsão mantém-se nos 1,6%. Na Europa, já se fala em descer juros. Um comentário da Fincor realça o erro na subida das taxas de juro em 2011 por duas vezes e na possibilidade de se voltar aos mínimos de sempre. Nos EUA, a solução é a Operação Twist, que não é mais do que a compra e revenda de obrigações, alternando as maturidades. O objectivo é reduzir as taxas de juro e evitar a emissão de moeda. A medida levou a um mini-crash em todo o mundo. ![]() ![]() |