| true- Quinta-Feira 24 Maio de 2012
Informação financeira da Euronext, disponibilizada por
Comstock
- A Division of Interactive Data Corporation.
 26/09/11, 19:11
Ao longo do 2º trimestre, o crescimento abrandou 0,2% no conjunto da zona euro. A Alemanha perdeu o papel de locomotiva da Europa, com o seu PIB a avançar apenas 0,1%, em comparação com os 0,4% previstos, e com a economia a ser refreada pelo comércio externo, pelo consumo privado e pelos investimentos em imobiliário. A fragilidade conjuntural está em parte ligada a uma combinação de factores temporários, como o abrandamento da procura automóvel e o aumento da inflação. No entanto, relativamente aos índices dos directores de compras e com as medidas adoptadas um pouco por todo o lado para resolver o problema das finanças públicas, o crescimento poderá ser nulo, ou mesmo negativo, durante o terceiro trimestre. Alguns economistas temem uma nova entrada em recessão e o Fundo Monetário Internacional tem lançado alertas sucessivos. Desenvolvimentos europeus A Finlândia foi o "desmancha-prazeres" ao exigir garantias concretas para a sua contribuição (colateral). Este facto poderá colocar em causa o novo plano de resgate à Grécia, adoptado no dia 21 de Julho, com outros países a poder "seguir-lhe os passos". Os rumores sobre os bancos europeus, em particular sobre os bancos franceses, nalguns jornais britânicos, bem como a eventual descida do rating AAA pela França alimentaram a psicose sobre os activos europeus. Vários bancos europeus e italianos sofreram "downgrades" do rating. No Chipre, a crise energética despoletada pela explosão da principal central do país levou a uma queda do rating do país e à demissão do governo. Apesar da adopção de um plano de rigor, por parte do novo governo, o país poderá não ter outra saída senão apelar à ajuda internacional. Em Portugal, o novo governo de centro direita empenhou-se na adopção de medidas de austeridade ainda mais rigorosas com o objectivo de colocar o deficit nos 3% do PIB em 2013. Em Espanha, as eleições legislativas foram antecipadas de Março de 2012 para o próximo dia de 20 Novembro. O Parlamento decidiu pela reestruturação das reformas e o governo prevê poder alcançar o seu objectivo de um deficit de 6% do PIB em 2011. O orçamento para 2012 será da responsabilidade do novo governo. Por último, em Itália, o governo adoptou um novo pacote económico com o objectivo de tranquilizar os mercados.
Rendimento dos "Bunds" a 10 anos próximo dos 2% Os empréstimos alemães continuaram a beneficiar da aversão ao risco, da deterioração das perspectivas económicas, das alterações de antecipação das taxas directoras e do facto de o mercado começar a apostar sobre uma eventual descida das taxas do BCE. No início de Setembro, o rendimento dos "Bunds" (obrigações soberanas alemãs) a 10 anos rondavam os 2%, situando-se abaixo da taxa de inflação e oferecendo, assim, uma rendibilidade real negativa. A retoma da compra de obrigações governamentais de países europeus, pelo BCE, favoreceu uma descida de cerca de 130 pontos base dos rendimentos italianos e espanhóis a 10 anos, colocando-os em cerca de 5%. De forma inversa, as obrigações gregas e, em menor escala, as portuguesas, continuam pressionadas. Nas próximas semanas, com a manutenção das incertezas económicas e dos receios sobre a resolução da situação dos países periféricos, o rendimento dos "Bunds" a 10 anos deverá oscilar numa gama relativamente estreita. Pictet Europe
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