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Zona Euro

24/05/10, 19:19

No seu conjunto, os dados divulgados recentemente surpreenderam pela positiva, revelando-se, frequentemente, superiores às expectativas.
O índice do sentimento económico registou 100,6, em Abril, em comparação com os 97,9 do mês anterior, e o Indicador de Sentimento Económico passou de -0,20 para os +0,23. O sentimento dos investidores registou uma clara melhoria, com o índice Sentix a subir dos  ­7,5 para os 2,5, colocando-se em terreno positivo pela primeira vez desde Junho de 2008. O índice ZEW subiu dos 37,9 para os 46. A produção industrial aumentou 0,9%. A recuperação dos índices dos directores de compras manteve-se, com o do sector industrial a situar-se nos 57,5 e o dos serviços nos 55,5, níveis esses que deixam antever um reforço da recuperação económica.

 
Nova subida da inflação
Registou-se uma clara aceleração da inflação, em Março, para os 1,5% a um ano, o seu nível mais elevado desde Dezembro de 2008, em comparação com os 0,9% registados em Fevereiro. Este valor parece ficar a dever-se à subida dos preços da energia e não deverá preocupar demasiado o Banco Central Europeu, uma vez que as pressões inflacionistas subjacentes se mantêm fracas e a taxa de desemprego voltou a subir, passando dos 9,9% para os 10,0%, com as vendas a retalho a recuar pelo segundo mês consecutivo.

 
BCE: nova regra para os colaterais
Conforme previsto, o BCE manteve as suas taxas directoras inalteradas, com as taxas repo a manterem-se no seu nível historicamente mais baixo, em 1%, e não alterou a sua mensagem sobre a apreciação da situação macroeconómica. O BCE decidiu prolongar para além do final de 2010 o alívio das suas regras em matéria de colateral dado em garantia no quadro das suas operações de refinanciamento. O BCE decidiu pela introdução, a partir de Janeiro de 2011, de uma diferenciação entre os activos elegíveis, introduzindo um sistema de descontos segundo a sua notação. Este sistema aplicar-se-á aos activos cuja notação varia entre BBB+ e BBB-, excepto os títulos de Estado e os títulos de dívida emitidos pelos bancos centrais. Uma decisão que deverá representar uma ajuda à Grécia.

 
Mercado na expectativa
As hesitações que rodearam o financiamento da dívida grega foram o principal factor a influenciar os mercados europeus de obrigações. Os rendimentos dos países europeus, considerados de menor risco, continuaram a evoluir nos seus níveis mais baixos dos últimos dois anos, apesar dos valores económicos mais positivos, enquanto os prémios de risco sobre a dívida grega atingiam níveis recorde e aumentavam, expressivamente, sobre a dívida de Portugal. No quadro de uma recuperação económica moderada e não inflacionista, com taxas directoras que deverão manter-se estáveis ao longo dos próximos meses e uma estrutura de taxas ligeiramente ascendente, os rendimentos alemães de prazo mais longo deverão evoluir entre os 2,9% e 3,4% durante os próximos três meses. Uma vez que o problema dos défices das dívidas públicas não deverá resolver-se rapidamente, os prémios de risco deverão continuar a evoluir em níveis elevados, nomeadamente sobre a Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Itália.

 
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