
20/12/11, 19:47
A volatilidade persiste nos mercados financeiros. As decisões macroeconómicas dos vários países da zona euro vão no sentido de uma recessão "cavada" e a inconsistência dos políticos europeus marca a tendência geral.
Pereira Coutinho, da Fincor, diz que há cada vez menos activos de refúgio, mas mantém nesta franja o ouro, a dívida pública americana, e moedas como o USD e o NOK.
O Barclays Capital recomenda aos investidores que privilegiem obrigações em detrimento de acções. O BarCap aconselha, através do "Global Outlook", uma "preferência por activos com taxas de rendibilidade significativas e baixos níveis de alavancagem e relativamente isolados dos riscos da zona euro".
Independentemente desta estratégia, aqueles analistas afirmam que os investidores não devem fazer uma abordagem mais defensiva do risco para 2012, e isto por considerarem que "o risco de um colapso da zona euro tem diminuído". Para quem apostar em acções, a estratégia passa, segundo o BarCap, por "favorecer empresas com elevados dividendos, baixo nível de alavancagem e reduzida exposição à zona euro". Em termos de mercado de dívida, os analistas daquele grupo sugerem o investimento em obrigações de empresas não financeiras, com baixo risco de crédito e a operarem nos EUA.
Os riscos assumidos pelos vários analistas têm muito a ver com questões de risco geopolítico, nomeadamente no Médio Oriente e na África do Norte, a par do crescimento menos expansivo das economias emergentes. Diz o BarCap que o "resfriamento" da economia mundial foi compensado pela "pujança" dos mercados emergentes, mas em 2012 a realidade irá mudar, porque "o crescimento de países como a China deverá ser menos expressivo".
Pedro Pereira Coutinho, da corretora Fincor, vai no mesmo sentido. Diz que "uma grave recessão em grandes consumidores como a Europa tem um impacto significativo na economia mundial e nos mercados emergentes". Adianta que "serão menos afectados os mercados emergentes com políticas mais proteccionistas e economias mais diversificadas e auto-suficientes, caso do Brasil".