Decoração: Tire partido de uma boa iluminação ![]() 04/02/10, 01:08 A experiência dos decoradores da QuartoSala mostra-nos que a iluminação tem a maior importância num projecto de decoração e design de interiores e que poucas coisas influenciam mais o ambiente de uma casa do que a luz que para ela projectamos. Com uma correcta definição dessa luz se conseguem espaços com mais qualidade, avivam-se cores, organizam-se diferentes ambientes dentro de uma mesma divisão e criam-se pontos de interesse que podem fazer a diferença entre o sucesso ou o insucesso de um projecto de decoração. Partimos também da ideia de que a iluminação não se concebe de uma forma estática e uniforme e que, quanto mais variadas forem as fontes de luz, mais conforto e interesse estaremos a transmitir a cada ambiente. Com estes pressupostos, pegamos na planta da sua casa e começamos pela iluminação do hall de entrada. Para esta área, que funciona como uma espécie de cartão de visita de toda a casa, devemos eleger uma luz acolhedora. Nem demasiado intensa, nem demasiado ténue e que faça uma transição equilibrada com a luz que iremos colocar nas restantes divisões. Aqui podemos projectar luz indirecta com iluminação difusa de tecto ou apliques na parede para destacar detalhes interessantes que possamos ter na arquitectura do hall. Eventualmente, se o espaço o permitir, poderá colocar um candeeiro de pé numa área a que queira conferir um destaque especial. Nas zonas de passagem devemos baixar a intensidade da luz e, se os tectos forem muito altos, instalamos apliques na parede com a luz direccionada para o chão. Se esse corredor ou zona de passagem for suficientemente amplo, ainda podemos colocar um candeeiro de mesa sobre um móvel de apoio que lá esteja instalado. Nas salas de estar devemos privilegiar pontos de luz situados abaixo de 1,80m, como, por exemplo, candeeiros de suspensão, de pé ou de mesa. Pensando que nesta divisão passamos muito tempo sentados, devemos colocar esses pontos de luz nas laterais dos sofás ou sobre mesas de apoio conjugadas com outras fontes de luz. A regra é que os pontos de luz iluminem o espaço, podendo eventualmente converter-se nos protagonistas da arquitectura de interiores da sua sala. Mesmo se o pensamento de base seja manter as fontes de luz integradas na arquitectura. Na Sala de jantar, o ponto de partida é a iluminação da mesa das refeições. A luz deve ser concentrada e estar a cerca de 90 centímetros em relação ao tampo da mesa. Na escolha destes candeeiros, que se supõem destacadamente decorativos, deverá ter cuidado para que a sua luz não encandeie quem está sentado à mesa. A luz ambiente desta divisão deve ser entendida como complementar. No que se refere à iluminação da casa de jantar, deverá ter circuitos separados para a iluminação suspensa e para as fontes de luz complementares. E, se puder, opte por dimmers de modo a poder regular a intensidade da luz em função do ambiente que quer criar. Na cozinha, o mais importante será iluminar as zonas de trabalho, de preferência debaixo dos armários superiores ou colocando pontos de luz nos móveis sensivelmente à altura do nosso olhar. E deve ter em atenção em não abusar de fontes de luz de halogéneo por fornecerem calor excessivo. Se tivermos espaço para uma pequena mesa de refeições, devemos colocar sobre ela um candeeiro de suspensão, de preferência com altura regulável. Poderá assim ter uma solução mais decorativa que em conjunção com a iluminação técnica, certamente dará um brilho especial à sua cozinha. Para os quartos devemos projectar uma iluminação também sectorial, privilegiando as áreas de leitura e conjugando-a com a iluminação de tecto. Nos armários da roupa, se tivermos essa opção, devemos iluminar o seu interior. ![]() ![]() |