Crise afecta o resistente mercado do turismo imobiliário de luxo ![]() 24/11/11, 00:41 O mercado de resorts turísticos de luxo apresentou uma contracção, mas a oferta mantém-se consolidada. As moradias unifamiliares V5 apresentam, no Triângulo Dourado, a zona mais cara de Portugal, um preço médio de 3,8 milhões de euros. O mercado português de resorts turísticos de luxo arrefeceu ao longo de 2010 e no primeiro semestre de 2011, mas os preços mantiveram-se consolidados, superando nalgumas regiões a barreira dos três milhões de euros. As conclusões são do estudo "Portugal : The Luxury Tourist Resort Property Market 2011", elaborado pela primeira vez em parceria pela Prime Yield e pela Fine & Country. O Triângulo Dourado, formado por Vale do Lobo, Quinta do Lago e Almancil é a zona de resorts mais cara de Portugal com as moradias unifamiliares de tipologia V5 a atingirem um preço médio de 3,8 milhões de euros em 2010. Esta edição do estudo, que analisou cerca de 40 empreendimentos e cerca de 500 imóveis, integra novas zonas de análise, como a região Norte o Alentejo, para além das anteriormente já analisadas: a costa da Prata, Riviera/Cascais/Estoril, Costa Azul e Algarve. O Algarve está segmentado em quatro zonas: Triângulo Dourado, Vilamoura, Barlavento e Sotavento. José Velez, director da Prime Yield em Portugal, considera o mercado de imobiliário de resorts português "especialmente resistente, dado ser menos exposto às variações dos ciclos imobiliários" e também "devido à qualidade de construção e design" dos produtos. Apesar das boas notícias, o estudo revela que, no período em análise, e à semelhança da generalidade do mercado imobiliário, se regista uma tendência generalizada de contracção, influenciado pelas condições económicas e financeiras adversas e pelas crescentes restrições de acesso ao crédito. O dinamismo, explica o estudo, está longe de voltar aos níveis de crescimento registados entre 2004 e 2008. E, explicou José Velez, "registou-se desde 2008 um abrandamento do número de transacções registando-se uma quebra de 10 a 155 no valor médio dessas transacções". Alberto Pinheiro, director da Fine & Country, esclarece que o ano de 2010 e os primeiros meses de 2011 se registou um abrandamento do volume de oferta em construção e de uma abordagem mais cautelosa aos projectos ainda em fase de planeamento, alargando os tempos de desenvolvimento dessas fases e adiando a fase de construção. Uma tendência que se começou a sentir em 2009. O mercado de imobiliário de resorts mantém-se com um nível de consolidação importante, sendo visto como um mercado de oportunidades de investimento seguras. Alberto Pinheiro avança que "com as taxas de juro e as LTV a evoluírem em caminhos opostos, os compradores estão cada vez mais cautelosos e selectivos no que respeita ao tipo de imóvel que possa ir ao encontro das suas expectativas em termos de estilo de vida e em termos de capacidade financeira para fazer esse investimento". E os resorts oferecem essa possibilidade, conlui. Este estudo, que já vai na 5ª edição, analisa o mercado imobiliário residencial de luxo integrado em resorts em Portugal ao longo de 2010 e no primeiro semestre deste ano. São consideradas quatro gamas de produtos: apartamentos, moradias em banda, moradias unifamiliares e lotes de terreno. ![]() ![]() |