| true- Quinta-Feira 24 Maio de 2012
Informação financeira da Euronext, disponibilizada por
Comstock
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 02/02/12, 00:59 OJE O Grupo Axis Hotéis & Golfe está a investir na zona norte do país e abraçou um novo segmento de negócio com a abertura, o ano passado, de uma unidade low cost em Braga. Apostar no turismo interno e profissionalizar o setor são aspetos frisados por Filipe Silva, administrador do grupo, para fazer face à crise. O Axis espera crescer este ano 11% O que está a mudar no setor turístico em Portugal?
O setor turístico em Portugal é, de facto, um dos maiores trunfos para contornar a atual situação económica. Portugal tem vindo a contar, nos últimos anos, com a ampliação e diversificação da oferta turística, nomeadamente no setor hoteleiro, com a abertura de unidades destinadas a nichos de mercado. O desafio passa agora por equilibrar a balança entre a oferta e a procura. A situação económica que Portugal vive obriga a que os players do setor reinventem a sua oferta, apostando na inovação e na proatividade. A crise deve ser encarada como uma oportunidade para apostar no turismo interno, dando a conhecer o vasto património cultural do país e tornando cada português num embaixador da sua região. A profissionalização do setor é outro dos aspetos cruciais para o crescimento do setor turístico. É fundamental termos profissionais capacitados, que saibam dar resposta às necessidades dos clientes. Estes aspetos devem ser conciliados com uma maior e mais eficaz promoção do destino junto dos principais mercados emissores. Portugal é reconhecido pela hospitalidade e pela qualidade associada ao setor turístico. Devemos fazer uso dessas potencialidades. Qual a estratégia do Grupo Axis Hotéis & Golfe para fazer face a estas mudanças?
O posicionamento do Grupo Axis Hotéis & Golfe assenta no luxo acessível. Apostamos na qualidade das nossas infraestruturas e proporcionamos uma experiência única a quem nos visita, aproveitando o melhor que a gastronomia e a cultura da região norte têm para oferecer. Esta estratégia diferenciadora tem permitido que o Grupo Axis Hotéis & Golfe venha a evidenciar um crescimento sustentado. Porque apostam na zona norte do país?
Acreditamos no enorme potencial turístico da zona norte do país. Atualmente, possuímos seis unidades hoteleiras - Axis Ponte de Lima, Axis Ofir, Axis Vermar, Axis Porto, Axis Viana e Basic Braga -, além do Axis Golfe, primeiro campo de golfe do Alto Minho. A diversidade da oferta cultural e gastronómica, a beleza natural e as infraestruturas de qualidade são aspetos que devem ser explorados na promoção do destino, nos mercados interno e externo, e fazem com que prossigamos o nosso investimento a norte.
Qual a vossa aposta nas "capitais europeias" no norte do país?
O facto de Guimarães e Braga serem, em 2012, Capitais Europeias - da Cultura e da Juventude, respetivamente - vão capitalizar o investimento que efetuámos em março de 2010, com a abertura do Basic Braga. Trata-se da nossa primeira unidade low-cost, que mantém os padrões de qualidade do Grupo Axis Hotéis & Golfe. O Basic Braga está localizado junto à estação de caminhos de ferro de Braga, a escassos metros do centro da cidade. Com 145 quartos, a unidade é direcionada para qualquer visitante ou turista da cidade de Braga que pretenda desfrutar ao máximo da sua viagem, pagando um preço consideravelmente mais reduzido pelo alojamento. A partir de 25 euros, por quarto, é possível pernoitar no Basic Braga. O turismo low cost é a solução? Qual a vossa estratégia especificamente para este segmento?
O Basic Braga é a primeira aposta do Grupo Axis Hotéis & Golfe no segmento low cost e resulta de uma minuciosa análise de mercado, dado que não existia oferta do género no Minho. A escolha de Braga está relacionada com todo o potencial turístico da cidade, que se encontra em franco crescimento e possui um enorme património cultural que deve ser promovido. O sucesso desta nova unidade, inclusivamente junto do público internacional, pode fazer com que o Grupo Axis volte a investir neste segmento.
Quantos hotéis abriram desde 2008 e quais os projetos de novas aberturas?
Desde 2008, o Grupo Axis Hotéis e Golfe abriu quatro unidades: o Axis Viana, o Axis Porto - que resulta da implementação do modelo de gestão de unidades hoteleiras -, o Axis Vermar e o Basic Braga. Pretendemos continuar a crescer e a conquistar cada vez mais espaço no mercado turístico, estando, por esse motivo, permanentemente a analisar novas propostas. Qual foi o volume de negócios do grupo em 2011 e quais as previsões para 2012?
Os resultados de 2011 ainda estão a ser apurados, sendo que as nossas previsões apontam para um crescimento de 7%, tendo em conta a abertura do Basic Braga. Em 2012, esperamos crescer 11%.
Têm sofrido algum impacto com a introdução das portagens nas antigas SCUT? Que medidas tomaram para fazer face a esse impacto? Uma vez que as nossas unidades estão situadas no norte do país, a introdução das SCUT tem obviamente impacto na rentabilidade das nossas unidades. Temos conseguido contornar este aspeto, mantendo a relação qualidade/preço e proporcionando um vasto leque de programas especiais que vão ao encontro das necessidades dos nossos clientes. Contemplam, por exemplo, o acesso a valências diferenciadoras das unidades, como o espaço de bem-estar Axis Wellness, bem como a descoberta da gastronomia e da cultura da região onde estão implantadas as unidades Axis.
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