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Quebra das vendas beneficia arrendamento

26/01/12, 00:32
OJE

A atividade no mercado de arrendamento habitacional registou em Portugal um salto repentino em termos de expetativas, segundo os dados de Dezembro do Portuguese Housing Market Survey (PHMS), um inquérito mensal realizado em parceria pela Ci - Confidencial Imobiliário e o RICS. Os números mais recentes consolidam o mercado em terreno positivo, com a procura e a oferta a aumentar, enquanto que as rendas mantém uma tendência de descida.
 
As expetativas para a evolução dos valores de arrendamento continuam negativas, embora tenham recuperado em face ao mês anterior.

Em termos regionais, o Porto e o Algarve exibem melhores expetativas quer quanto à evolução das rendas quer quanto à atividade do mercado.

O mercado de compra e venda de habitação continuou em baixa com a oferta, a procura e os preços em queda, embora a um ritmo mais lento em face a novembro. O índice de confiança recuperou ligeiramente. A redução nos preços das casas está a ser conduzida essencialmente pela fraca procura.

Até setembro, as quebras nos preços foram mais acentuadas para as casas usadas que para as casas novas, no entanto, os últimos dois meses mostraram que os promotores se tornaram menos resistentes às reduções dos preços. De facto, segundo o inquérito de dezembro, os preços dos alojamentos novos têm descido a um ritmo mais rápido que os dos usados.

Os promotores, mais otimistas que os agentes, aguardam uma estabilização das vendas para o próximo trimestre, o que contrasta com a diminuição esperada pelos mediadores.
 
Ambiente macro afeta vendas

"De forma generalizada, as empresas participantes no painel do PHMS, indicam estar a observar-se um aumento nos spreads bancários. Isso está a aumentar as dificuldades no mercado de compra e venda residencial, em especial quanto maior for o recurso a dívida. Em paralelo, alguns mediadores indicam haver um crescimento da procura por investidores, beneficiando da queda dos preços e das boas melhores quanto ao mercado de arrendamento", explica Ricardo Guimarães, diretor da CI - Confidencial Imobiliário.

Por seu lado, Josh Miller, economista sénior do RICS, enquadra os resultados no ambiente macro. "A deterioração em termos macroeconómicos continua a afetar a venda de casas. Na verdade, as últimas notícias relativas ao mercado de trabalho mostram que a taxa de desemprego continua a subir e que atualmente se situa em 13,2%. O fraco mercado de trabalho e a incerteza económica em Portugal estão a forçar potenciais proprietários para o mercado de arredamento, que tem mostrado uma procura robusta e fortes expectativas de transações. Espera-se que tal continue em 2012, uma vez que o acesso ao crédito hipotecário continua difícil."

O Portuguese Housing Market Survey (PHMS) é um inquérito mensal realizado em parceria entre a Ci - Confidencial Imobiliário e o RICS, contando com os apoios da ADENE, INCI, Caixa Geral de Depósitos e Millennium bcp.
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